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set. 29, 2014

t. Raimundo

Início de todo uma história começou (e terminou) em perfeita simetria: Do nada…
Acredito fielmente no conceito de que tudo tem início, meio e fim; que do pó viemos e ao pó voltaremos e todos esses conceitos filosóficos. Enfim essa minha amizade foi logo aos meus sete anos de idade e eu estava na segunda série do ensino fundamental. Não me lembro de como nos tornamos amigos no colégio porque eu era coleguinha de todo mundo e não lembro muito dele como colega de classe, isso porque ele logo mudou pra outra turma e realmente não lembro, com um piscar de olhos ele já era meu melhor amigo, dormia na minha casa, eu na dele, fazíamos acampamentos e brincávamos de polícia e ladrão.
Porém eu lembro de uma data, também como não lembrar, era o meu aniversário e chovia absurdamente ao ponto de cair a energia. Não haviam preparado nada de super especial pra mim mas me lembro de um bolo, brigadeiro e alguns balões. Eu havia convidados alguns amigos mas não esperava que fossem; primeiro porque eu não estava nem aí, segundo porque estava chovendo muito e eu sentia medo.
Mas aí, o milagre pré véspera de natal: Meu amiguinho fez os pais o levarem para comemorar o meu aniversário junto de mim e isso me deixou completamente estupefato, (Claro que eu não analisava isso tudo quando eu tinha sete anos mas o carro que o pai dele dirigia era um fiorino e pra quem não sabe ele só tem dois lugares e ele andava na parte de trás do carro) com a presença dele, afinal chovia e não era pouco! Ele me abraçou completamente molhado, me desejou parabéns, e me deu de presente o powerranger vermelho da segunda geração.
Cara, eu gostaria de dizer que tenho essa data fresca na memória como se fosse ontem, mas seria mentira. Eu me lembro de fragmentos enquanto teorizo o que pode ter acontecido; o dito cujo detalhe de tudo.
Aquilo tudo me marcou muito e depois disso permanecemos grandes amigos e eu fazia questão dele sempre na minha casa e em tudo o que fazia, e era recíproco.
Mais uma vez não me lembro como tudo começou mas minha amizade com ele tomou um rumo diferente. Nos beijamos (ele me induziu a isso) e tudo ficou bem mais radical entre a gente, tínhamos um segredo, e isso foi dos oito aos doze ou treze anos quando ele se mudou pra muito longe.
Não foi aí que acabou nossa amizade mas foi aí que as coisas começaram a se complicar pelo fato da puberdade estar me pressionando a decidir pelo que eu sentia atrações e esse melhor amigo ter passado uma borracha na nossa amizade por ter emergido em um mundo religioso que quando criança, era apenas uma poça d’água pra ele.
Não, eu não me apaixonei como soa todos estes dizeres, mas fiquei na duvida; ele se afastou de mim por causa do que fizemos? Eu me tornei um pecado pra ele ou eu fiz questão demais de algo que nada mais foi uma amizade infantil de escola? Nunca vou saber porque quando fui atrás de respostas eu já não o reconhecia. Ele estava mais alto que eu, completamente convicto de que sua infância acabou. Estava horroroso também.
Eu não fiz nenhuma questão depois disso porque eu estava vivendo uma vida paralela além daquela que envolvia ele e tudo o que fazíamos.
Bom, ele foi só o começo dos questionamentos, foi a primeira interrogação e ponto final que surgiu dentro de mim. Mas onde quer que ele esteja, sei que está bem porque o caminho que ele trilha é digno e verdadeiro.

set. 29, 2014

RELATANDO SOBRE AMIZADE II

Eu posso estar desesperado ou qualquer coisa similar a isso, porém, prefiro definir como uma epifania digna da minha eloquente mente e sutil espírito. Jurei à mim mesmo que não usaria um vocabulário tão hiperbólico mas tento ser o mais genial possível em tudo o que faço e espero que isso um dia seja minha assinatura.
Enfim, o tópico aqui mais uma vez são minhas amizades, ou como acabei de imaginar enquanto escuto Fall Out Boy, minha kriptonita (gostei do termo porque metade dessa epifania toda foi enquanto assistia em sequência três filmes de super heróis de Hollywood.) que mais uma vez me impressiona, me fere e me deixa ainda mais curioso sobre tudo, afinal, o meu tudo são (ou eram, minhas amizades).
Todos temos algo pelo qual vale a pena e no meu caso poderia ser a minha avó, ou minha família de um modo geral; poderia ser a minha vida, já que sei o quanto ela é valiosa agora. Poderia ser várias coisas mas minha sina são e sempre serão minhas amizades.
E aqui eu irei postar sobre todas, todas as amizades que tive até o presente momento no qual eu me encontro sozinho e desolado; sem motivos para comprar um celular de R$ 3.000.00 uma vez que eu não receberia nenhuma ligação ou mensagens que não fosse da operadora do celular.
Obs: Sozinho, desolado e sem celular de última geração. Mas incrivelmente bem comigo mesmo e completamente equilibrado.
Pois bem, por que postar esse tipo de conteúdo na internet? Simples: Eu sou um adolescente de dezenove anos da era digital com prazer em ser plausível e com um ego muito grande e digitar é bem mais fácil quando se usa unhas grandes que deixa toda mulher com inveja.
Sem mais delongas, dou início ao projeto 2014 que pra mim foi o ano da reflexão absoluta sobre o meu futuro e pra isso preciso dizer sobre minha kriptonita que um dia, espero que seja minha maior defesa.

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